Crises econômicas – (edição 10 / Ano 04_2020)

As crises econômicas, de um modo geral, se iniciam por uma crise política interna em cada país e podem afetar outros países, independentemente do seu tamanho, assim como aconteceu com os Estados Unidos da América em 2008. Naquele momento, a crise americana não afetou diretamente o Brasil, pois havia uma política interna, aparentemente, sólida e em franco crescimento, com vários investimentos em diversos setores da economia. Igualmente, o Governo anunciava aos quatros ventos a descoberta de uma reserva de petróleo, na camada do pré-sal, atraindo investidores do mundo inteiro e colocando o Brasil no patamar de economia emergente.

Passada a Copa do Mundo, que serviu de cortina, encobrindo problemas graves na política e na economia, aliados a uma eleição geral que estava por acontecer, o povo brasileiro não percebeu a grave crise política e econômica que se aproximava e, somente no início do ano de 2015, eclodiu as primeiras notícias da Operação Lava Jato, que investigava o suposto envolvimento de políticos e funcionários de carreira da Petrobrás num esquema de propina, envolvendo ainda vários empresários.

As notícias se espalharam rapidamente, e as empresas envolvidas no esquema de corrupção tiveram seus contratos de prestação de serviços cancelados ou suspensos, iniciando-se um processo de demissões em massa, gerando as primeiras crises de emprego, afetando diretamente economias locais, como é o caso da cidade de Rio Grande, que recebia grandes investimentos nas áreas de petróleo e gás, assim como das demais cidades onde a Petrobrás e outras grandes empresas mantinham investimentos.

Na medida que as investigações da Operação Lava Jato avançavam, e o governo não conseguia mais conter os fatos veiculados na grande mídia, a crise política se alastrava pelo Brasil, afetando a credibilidade internacional, sendo o Brasil apontado pelas agências de classificação de risco como país com risco de não honrar com os compromissos assumidos, interna e externamente.

Passavam-se vários meses, e o Governo não conseguia agir de forma a conter a crise política, empurrando com a barriga decisões importantes a serem tomadas, na expectativa de que o tempo fosse resolver as coisas. Entretanto, o tempo foi passando e nada de novo aconteceu, e a situação política e econômica continuava na mesma situação e piorando: prostração total, inércia, esquizofrenia geral.

CONTINUA…

Sergio Maffi
Sócio Responsável Técnico

DICKEL e MAFFI – Auditoria e Consultoria SS

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