Normas contábeis em evolução: o que a sua empresa precisa saber 

A contabilidade, assim como diversas outras áreas de atuação, deve acompanhar a evolução da legislação, dos recursos tecnológicos, das boas práticas e de outros fatores que impactam diretamente nas atividades realizadas por empresas e pessoas. Nesse contexto, as alterações normativas fazem parte do cenário profissional, e manter-se atualizado é obrigação dos responsáveis pela sua execução, garantindo suporte adequado aos usuários das informações geradas, inclusive aos órgãos de governança. 

As novas exigências regulatórias e a própria dinâmica do mercado têm levado instituições como o Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), em alinhamento com as Normas Internacionais de Relatórios Financeiros (IFRS), a revisar e aprimorar continuamente os critérios de mensuração, reconhecimento e divulgação de informações financeiras. Por isso, esse é um tema de alta relevância para os negócios. 

Mudanças recentes 

Uma das atualizações mais importantes se refere às IFRS S1 e S2, ambas voltadas à tendência global de reporte ESG, que chegou de vez também ao setor contábil. Daqui para frente, as empresas precisarão divulgar como fatores ambientais e climáticos influenciam seu desempenho e estratégia. Além disso, a CTG 10, também relacionada ao tema, estabelece diretrizes para o reconhecimento e a mensuração de créditos de carbono. 

Outra importante modificação é o CPC 06 (R2), publicado em 2019 pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis, que alinha as normas brasileiras ao padrão internacional (IFRS 16). A norma trata de arrendamentos e orienta que companhias que operam com contratos de aluguéis de imóveis, veículos, máquinas e equipamentos, entre outros, devem reconhecê-los contabilmente, impactando indicadores como endividamento e EBITDA. 

Impactos práticos para a gestão e a contabilidade 

Na prática, essas mudanças exigem revisão contratual, atualização de sistemas de controles internos, adequação das práticas contábeis e capacitação das equipes. Por isso, contar com parceiros especializados no tema pode representar uma vantagem estratégica, promovendo segurança e fortalecendo a governança das organizações. Ignorar essas transformações pode gerar distorções nas demonstrações financeiras e comprometer o relacionamento com partes interessadas, como associados de cooperativas, agentes financiadores, investidores, órgãos reguladores e a própria sociedade. 

Ter um olhar crítico e consultivo de uma auditoria independente sobre os processos é mais do que uma formalidade: é uma ferramenta essencial para assegurar solidez financeira, reduzir riscos e construir uma base confiável para o crescimento sustentável das empresas. 

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