RESULTADOS POR ATIVIDAE – Uma breve reflexão- (Edição 01 / Ano 03 – 2019)

O tema objeto do presente boletim foi escolhido por se tratar de um assunto que consideramos de grande importância no contexto da contabilidade das cooperativas de um modo geral, mas especialmente nas agropecuárias, que via de regra são bem diversificadas.

A NBC TG 22 do Conselho Federal de Contabilidade estabelece que as entidades devam divulgar informações que permitam aos usuários das demonstrações contábeis avaliarem a natureza e os efeitos financeiros das atividades de negócio nos quais está envolvida e define que um segmento operacional é um componente de entidade que desenvolve atividades de negócio das quais pode obter receitas e incorrer em despesas; cujos resultados operacionais são regularmente revistos pelo principal gestor das operações da entidade para a tomada de decisões sobre recursos a serem alocados ao segmento e para a avaliação do seu desempenho; e para o qual haja informação financeira individualizada disponível.

A ITG 2004 do Conselho Federal de Contabilidade estabelece que a escrituração contábil deve ser realizada de forma segregada em ato cooperativo e não cooperativo, por atividade, produto ou serviço, e complementa estabelecendo também que a movimentação econômico-financeira compõe a Demonstração de Sobras ou Perdas, que deve evidenciar, separadamente, a composição do resultado do período, demonstrado segregadamente em ato cooperativo e ato não cooperativo, devendo ainda apresentar segregado por atividade, produto ou serviço desenvolvido pela entidade cooperativa.

A Receita Federal do Brasil, por sua vez, interessada na apuração dos resultados segregados entre atos cooperativos e não cooperativos, através do Parecer Normativo CST nº 73/75, estabeleceu a possibilidade dos custos e encargos indiretos, sem possibilidade de serem alocados diretamente, serem apropriados proporcionalmente ao valor das receitas brutas. Essa citação é feita meramente para ilustrar a aplicação do critério de rateio no contexto fiscal, mas não será objeto de análise no presente boletim a segregação dos resultados entre atos cooperativos e não cooperativos.

Independentemente das exigências legais, a informação por segmento ou por atividade, se constitui em algo de fundamental importância para os gestores da cooperativa, no processo de avaliação de desempenho, que no caso constitui o foco principal do presente boletim.

Em muitos casos são efetuados rateios de valores para o fim de se obter resultados por atividade na última linha da demonstração dos resultados, mas sem o compromisso de aplicação de critérios adequados, o que pode levar a produção de informações qualitativamente comprometidas.

Para os casos em que não se tem a pretensão de apurar os resultados por atividade em seu nível mais analítico, se pode estabelecer níveis intermediários, como o resultado bruto ou o resultado operacional mediante a inclusão das despesas diretas, apurando assim a margem de contribuição de cada atividade, e considerar os gastos comuns de forma consolidada.

“CONTINUA”…

Erni Dickel
Sócio Responsável Técnico

DICKEL e MAFFI – Auditoria e Consultoria SS

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