Demonstração do Fluxo de Caixa (DFC) – (edição 16 / ano 02_2018)

Informativos Contábeis-2018018
informativo 2018

A Demonstração do Fluxo de Caixa entrou em vigor através da Lei n° 11.638/2007, e passou a ser obrigatória a partir de 1° de janeiro de 2008, estando normatizada pela NBC TG 03(R3). As Cooperativas Operadoras de Plano de Saúde têm a obrigatoriedade de elaborar o Fluxo de Caixa Direto mensal, a partir Resolução Normativa – RN n° 173, de 10 de julho de 2008, com envio trimestral para Agência Nacional de Saúde Suplementar, naquilo que não contrarie o CPC 03, sendo que, anualmente, por ocasião do balanço patrimonial, a operadora deverá efetuar a conciliação entre o lucro líquido e o fluxo de caixa líquido das atividades operacionais, de acordo com a previsão do pronunciamento. As demais empresas poderão optar pelo modelo direto ou pelo modelo indireto, mas a norma incentiva todas as empresas a adotarem o modelo direto por este ser o mais rico em informações. A partir da edição da RN 435/18, a ANS passou a facultar às Operadoras a elaboração da DFC pelo método indireto no encerramento das demonstrações financeiras; entretanto, permanece pelo método direto a DFC enviada para ANS trimestralmente.

O Fluxo de Caixa é um instrumento eficaz para todas as empresas, pois demonstra todos os recursos que transitaram pelo caixa ou equivalente de caixa em determinado período, indicando a origem e a aplicação de todo o dinheiro. As informações contidas nesta demonstração são de vital importância para os gestores, pois, a partir de suas análises, a empresa poderá se programar financeiramente, possibilitando que a diretoria possa avaliar suas finanças e apoiar-se nesse instrumento para tomar decisões, além de controlar e planejar seus recursos financeiros, garantindo assim a continuidade das atividades. Essa demonstração deve ser segmentada em três grupos: Atividades Operacionais, Atividades de Investimento e Atividades de Financiamento.

Alguns conceitos:

  • Caixa: compreende numerário em espécie e depósitos bancários disponíveis;
  • Equivalentes de caixa: diz respeito a aplicações financeiras de curto prazo, de alta liquidez, que são prontamente conversíveis em montante conhecido de caixa e que estão sujeitas a um insignificante risco de mudança de calor;
  • Fluxos de caixa: refere-se às entradas e saídas de caixa e equivalentes de caixa;
  • Atividades operacionais: principais atividades geradoras de receita da entidade e outras atividades que não são de investimento, tampouco de financiamento;
  • Atividades de investimento: referem-se à aquisição e à venda de ativos de longo prazo e de outros investimentos não incluídos nos equivalentes de caixa;
  • Atividades de financiamento: atividades que resultam em mudanças no tamanho e na composição do capital próprio (PL) e no capital de terceiros, financiadores da empresa.

Na elaboração da demonstração do Fluxo de Caixa, a empresa poderá optar pelo método direto ou indireto. Sendo assim, se a empresa optar pelo método direto, a demonstração mostrará todas as entradas e saídas do caixa, justificando suas variações, enquanto o método indireto realiza-se pelo regime de competência, inicia-se pelo lucro líquido (ou prejuízo), fazendo os ajustes necessários para se chegar ao mesmo valor obtido pelo método direto. Esses ajustes são feitos no lucro líquido (ou prejuízo) e visam eliminar alguns efeitos, como as transações que não envolvem caixa, as apropriações por competência sobre pagamento ou recebimento, as alterações no estoque e nas contas operacionais a pagar e a receber, e todos outros itens cujos efeitos sobre o caixa venham de atividades de financiamento ou investimento. As diferenças entre os dois métodos residem somente no que se refere às atividades operacionais; no restante, os componentes e valores são iguais.

O método direto tem como vantagem criar condições para que a classificação de recebimentos e pagamentos siga critérios gerenciais e não fiscais ao introduzir a cultura de administrar pelo caixa, do qual podem obter-se informações diárias; porém, tal método sofre dificuldades com a falta de experiência dos profissionais contábeis e gera um custo adicional para controlar recebimentos e pagamentos. Já o método indireto tem baixo custo e concilia o lucro com o fluxo de caixa, mostrando como se compõe a diferença, mas apresenta a desvantagem de gastar tempo para converter informações pelo regime de competência para o regime de caixa.

CONTINUA…

Sergio Maffi
Sócio Responsável Técnico

DICKEL e MAFFI – Auditoria e Consultoria SS

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