Práticas de governança coorporativa em cooperativas agropecuárias – (edição 08 / Ano 02_2018)

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Caros Clientes e Leitores,

Esta edição apresenta parte do Artigo/Trabalho de Conclusão do Curso de Pós-Graduação em Auditoria e Perícia, da UFRGS, elaborado pela Auditora Ana Lorena Gonçalves. Por se tratar de um artigo extenso, serão apresentados apenas os pontos mais importantes no contexto das cooperativas.

PRÁTICAS DE GOVERNANÇA COORPORATIVA EM COOPERATIVAS AGROPECUÁRIAS

INTRODUÇÃO

Mais que um modelo de negócios, o cooperativismo é uma filosofia de vida, unindo o desenvolvimento econômico e o desenvolvimento social. As cooperativas são reguladas por legislação específica no Brasil representando hoje cerca de 48% do PIB agrícola, distribuídas em 1.555 cooperativas por todo pais, com 1.016.606 associados, gerando em torno de 188.777 empregos. De acordo com Côté et al. (1995), as cooperativas agropecuárias não são somente a maior força socioeconômica, mas, também, um fenômeno difundido e encontrado em todos os continentes, sob todas as condições econômicas, sociais, culturais e políticas. Muitas.

Um ponto importante a ser considerado nas cooperativas agropecuárias, e que se diferencia das demais organizações que se dedicam a este ramo, é a capacidade de dominar a cadeia produtiva de determinados produtos, o que lhes garante uma maior e melhor concorrência neste ramo. Nesse sentido, a ação das cooperativas diante das exigências econômicas e sociais do mundo moderno requer a busca de modelos de gestão que possibilitem o ajuste da sua estrutura à realidade de mercado.

Esse ajuste é possível por meio de ferramentas como a governança corporativa. Para Siffert Filho (1998, p. 2), a governança corporativa é um “sistema de controle e monitoramento estabelecido pelos acionistas controladores de uma determinada empresa ou corporação, de tal modo que os administradores tomem suas decisões sobre a alocação dos recursos de acordo com o interesse dos proprietários”. Ainda ressalta que as boas práticas de governança corporativa convertem princípios básicos em recomendações objetivas, alinhando interesses com a finalidade de preservar e otimizar o valor econômico de longo prazo da organização, facilitando seu acesso a recursos e contribuindo para a qualidade da gestão da organização, sua longevidade e o bem comum.

É possível encontrar diversas publicações de estudos e pesquisas relacionando a governança corporativa em empresas listadas na bolsa, no entanto, no que tange a cooperativas agropecuárias o tema é pouco divulgado. Desta forma neste estudo busca-se contribuir para a ampliação da discussão sobre os impactos do modelo de governança em cooperativas, trazendo uma reflexão em torno da aplicação das boas práticas de governança neste tipo de organização.

Portanto, é neste contexto que o estudo foi proposto, procurando responder à seguinte pergunta de pesquisa: qual o nível de governança corporativa em cooperativas agropecuárias de diferentes estados do Brasil? Estudos anteriores a este, mencionam que quanto maior o nível de adoção das boas práticas de governança corporativa maior é o valor de mercado destas organizações, sendo assim o objetivo desta pesquisa é medir o grau de importância dada pelas cooperativas agropecuárias a este tema.

CONTINUA…

Ana Lorena Gonçalves

Equipe DM
Sócios e Funcionários

DICKEL E MAFFI Auditoria e Consultoria SS

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